HEIMTEXTILFrankfurt acordou coberta por um denso manto de neve e com um céu cinzento, mas na sala de conferências do Hall 6 da Messe era tudo azul - a edição 2017 da Heimtextil consagra o sétimo ano de crescimento consecutivo em número de expositores (+4% que em 2016, que já por si foi “um ano excelente”) e de espaço na mais importante feira internacional de têxteis lar.
“A Heimtextil é a primeira grande feira do ano. Nesse sentido, funciona como um sismógrafo - um indicador avançado”, explicou, na conferência inaugural da feira, Detlef Braun, membro do Comité Executivo da Messe Frankfurt.
E os números não podiam ser mais animadores, com 2 963 expositores (mais 99 que em 2016), de 67 países, dos quais 89% estrangeiros, um novo recorde absoluto. E Portugal, com 81 empresas presentes, deu uma ajuda.
Detlef Braun recordou que há dez anos, o top management da Messe Frankfurt, debateu os prós e os contras de manter a aposta na têxtil, uma indústria que não crescia como as outras. O tempo encarregou-se de demonstrar que foi acertada a decisão de não desistirem do setor. Em 2006, organizavam 20 eventos têxteis - agora promovem 52 e este ano, pela primeira vez, de 3 a 6 de outubro, vão pôr um pé em África com uma feira em Adis Adeba, a capital da Etiópia.
Eva Padberg, modelo, cantora e designer (“sou criativa em diversas áreas”, confessou), é a convidada de honra da edição 2017 da Heimtextil, onde apresenta a sua coleção sob o tema Boho chic meets Nature.


