Uma manta de caxemira, com um preço final de venda ao público que deverá rondar os mil euros, é a peça mais valiosa que a A. Ferreira & Fillhos tem em exposição na Heimtextil Summer Special, que decorre até amanhã na Messe Frankfurt e conta com a presença de 25
stands portugueses.
“No essencial trouxemos
homewear, mantas e almofadas. O segredo não está na qualidade ou na
performance, que são idênticas às dos produtos convencionais, mas antes no uso de matérias-primas sustentáveis no fabrico das malhas”, explica Noel Ferreira, CEO da empresa.
Em vez de recorrer a derivados de petróleo - como poliésteres, acrílicos e sintéticos - na produção das suas mantas e almofadas, a A. Ferreira & Filhos optou pelo uso preferencial de matérias-primas naturais ou recicladas.
O aumento significativo das vendas da Wedoble, a marca de roupa para bebé da A. Ferreira, tem sido a locomotiva do crescimento das vendas da companhia, que fechou 2021 com um volume de negócios de cerca de cinco milhões de euros, que constitui o seu melhor desempenho desde 2010.
A vertente roupa para bebé represente 51% do volume de negócios da A. Ferreira, sendo que as malhas valem 30% e o
knitwear cerca de 20%.
Fundad
a por António Ferreira, o pai de Noel, no dealbar dos anos 80, a empresa começou por dedicar-se ao fabrico de golas para polos. A tempestade desencadeada pela adesão da China à OMC obrigou a A. Ferreira a mudar de rota. “Os clientes de
knitwear foram-se embora para a China e nós agarrámo-nos às mantas para sobreviver”, conta Noel.
A diversificação acentuou-se em 2004 com a entrada da empresa na produção de roupa para bebé, vertente que viria a conhecer um novo e importante fôlego com a criação de uma marca própria. “O lançamento da Wedoble deu-nos uma maior notoriedade”, reconhece Noel Ferreira, acrescentando que a marca tem um pequeno
staff a tempo inteiro e que trata em regime de exclusividade a preparação e venda da marca de roupa para bebé.
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