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Sustentabilidade e divertimento - ambos de mãos dadas com inovação - são os trunfos que o grupo MoreTextile está a apresentar na Heimtextil para surpreender e cativar os 69 mil visitantes esperados esta semana na Messe Frankfurt.

Farto de saber que se quiser ganhar ao Boris Becker não o deve desafiar para jogar ténis, Artur Soutinho, CEO do maior grupo português de têxteis lar, percebeu há já muito tempo que tentar concorrer pelo preço com os fabricantes asiáticos é uma estratégia suicida.

“A nossa vantagem competitiva está na qualidade, serviço e na apresentação de produtos diferentes e inovadores, fabricados na mais rigorosa observância do respeito que é devido aos direitos dos trabalhadores e ao futuro do planeta em que vivemos”, explica Soutinho.

O Eco Heather (na foto), uma das novidades que a MoreTextile trouxe a Frankfurt, resulta de um processo inovador, desenvolvido no âmbito da sua participada Tearfil, e que consiste em reaproveitar as sobras da fiação para fabricar um novo fio.

“Através de um processo industrial eficiente produzimos um novo fio com características únicas, que nos permite criar flanelas, mantas e lençóis duráveis e macios, com um toque ímpar, boa aparência e um excelente comportamento após lavagem”, garante Jorge Oliveira, um dos designers do grupo.

No fabrico de um jogo de lençóis com fibras renascidas Eco Heather poupa-se em média 5,4 quilos de algodão, que para serem produzidos implicariam um gasto de 58 300 litros de água.

O divertimento é a outra novidade, que dá pelo nome de Dynamic Colors, uma linha completa de roupa de cama e homewear produzida com tecidos que mudam de cor em contacto com o calor.

 

Se pressionar durante algum tempo uma almofada, a silhueta da sua mão ficará provisoriamente marcada no tecido, devido à pioneira aplicação aos têxteis lar de um processo de tingimento que faz com que os tecidos fiquem  termo-sensiveis.

O grupo MoreTextile - que nos últimos cinco anos pagou 40 milhões de euros em impostos ao Estado e 25 milhões de euros de juros à banca - deverá fechar o exercício de 2016 com um volume de negócios na ordem dos 80 milhões de euros e um EBITDA positivo de 1,8 milhões.

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