Se a Westmister tinha já um pé firme no design, colocou agora outro na protecção e na inovação. Com as novas regras de segurança e isolamento social, a marca portuguesa de meias de luxo lançou-se também à produção de máscaras comunitárias e acabou por encontrar um casamento feliz entre tecnologia e estética: as máscaras com certificação CITEVE são fabricadas com tecnologia seamless (sem costuras) e combinam com as meias
Luís Campos, que fundou a marca em 2016 – um projecto que surgiu a meias com a mulher, Vanessa Marques – conta que a ideia para as máscaras surgiu pela já clássica, mas sempre irrequieta pergunta: “E porque não?” Com as lojas fechadas, a WestMister sabia que ia perder uma parte das vendas e queria encontrar alternativas. “Apercebemo-nos que o mercado das meias ia estagnar um pouco. No online até registamos um crescimento, mas no retalho algumas lojas estiveram fechadas durante mais de um mês e meio. Pensamos então: porque não fazer máscaras idênticas às nossas meias?”
A ideia começou a ser testada sempre com a premissa de criar um produto que fizesse o
match com o resto do catálogo. Para conseguir as mesmas cores e padrões, a WestMister partiu das matérias-primas e do processo de produção das meias. Daí a escolha pelo seamless, o vestuário sem costuras.
“Logo à partida afastamos a hipótese de recorrer à confecção. Queríamos utilizar as mesmas máquinas que fazem as meias, e conseguimos criar um setup em que a máscara sai praticamente pronta da máquina”, explica o responsável pela marca. Já produzida e moldada, com duas camadas em algodão, a máscara depois não requer mais costuras sendo apenas acrescentado um filtro em TNT e um clipe nasal, ambos substituíveis.
Com um tratamento antibacteriano e repelente à água, a solução está certificada pelo CITEVE para uma reutilização até cinco lavagens – um número que pode vir a subir à medida que são realizados novos testes – mas para além do elemento protector, a Westmister quer afirmar a máscara como um acessório de moda. “Uma marca portuguesa hoje em dia tem de ser diferenciadora e criar algo distinto, porque a nível internacional a concorrência é muito forte. Temos de suscitar um certo entusiasmo para quem compra os nossos produtos”, afirma Luís Campos.
Até agora esse entusiasmo não tem faltado aos clientes da WestMister. A ideia de criar máscaras a combinar com as meias fez multiplicar o número de pedidos. Para além de encomendas na loja online e de pedidos de amostras de várias lojas – como é o caso do El Corte Inglès, onde a WestMister está presente há dois anos – Luís Campos tem recebido também projectos Private Label, de parceiros com marca própria, que apreciaram o modelo da máscara.
Enquanto isso, a colecção de máscaras e meias da WestMister vai crescer. “No sector masculino vamos continuar a criar padrões. Já desenvolvemos mais, mas no início só lançamos três para ver a aceitação. Para as senhoras, através da submarca Eutopia, vamos lançar uma nova colecção de meias que também vai incluir máscaras”, adianta Luís Campos, que promete muitas novidades da WestMister já para este mês de junho.
O produto
Masks&Socks
Desenvolvida pela WestMister com certificação CITEVE
O que é? Uma colecção de máscaras seamless (produzidas sem costuras) compostas por duas camadas de algodão que envolvem um filtro TNT substituível Para que serve? Além da protecção são também um acessório de moda, desenhadas com as mesmas cores e padrões das meias WestMister Estado do projeto? A marca já lançou três modelos no mercado mas prepara-se para alargar a oferta, que incluirá também máscaras para mulheres
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