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O fundo criado pela Fundação Walmart para a inovação industrial anunciou uma verba de três milhões de dólares destinados a apoiar o desenvolvimento de inovações sustentáveis na indústria têxtil dos Estados Unidos, que serão distribuídos por seis universidades americanas. Embora o Walmart Foundation’s  Innovation Fund já exista desde 2014, o anúncio ganha particular importância por surgir numa altura em que o presidente Donald Trump prometeu fazer regressar à América o fabrico industrial. Desde que, no início dos anos 80, a China se tornou numa espécie de fábrica do mundo a produção industrial caiu a pique nos Estados Unidos, e se até 1970 o país fabricava 94% de seus tecidos, roupas e acessórios, hoje essa produção não ultrapassa os 3%. A inovação tecnológica aliada à sustentabilidade pretende ajudar a renascer a indústria têxtil nos Estados Unidos, que, recorde-se, é um dos mais importantes destinos das exportações portuguesas. É o quinto maior consumidor da ITV nacional, com grande destaque para o subsector dos têxteis-lar, cujas vendas atingiram 98 milhões de euros nos primeiros dez meses de 2016. O fundo, que não é específico para o sector têxtil, pretende apoiar o desenvolvimento no fabrico de bens de consumo, com o objectivo de tornar a produção dos EUA mais sustentável e competitiva. Na selecção das universidades beneficiárias foi tida em conta a sua capacidade para lidar com as questões da redução de custos e o melhoramento de processos na produção têxtil. As universidades escolhidas têm em comum o facto de a sua investigação estar também focada nas questões da sustentabilidade. “O objectivo número um do Fundo de Inovação é avançar na produção ou montagem de produtos de consumo nos Estados Unidos. Com estes projectos esperamos que melhorem as soluções de baixo custo para os fabricantes, mas também a sustentabilidade da indústria têxtil norte-americana”, disse Kathleen McLaughlin, presidente da Fundação e directora de sustentabilidade do Walmart. As seis universidades beneficiadas:
  • Washington State University (desenvolveu um processo ambientalmente amigável para reciclar resíduos de algodão pela regeneração da fibra usando uma técnica de fiação húmida).
  • North Carolina State University (criou um método de tingimento têxtil comercial universal e sustentável não usando sal ou produto alcalino. Não produz efluentes e reduz em 95% o consumo de energia e de água).
  • Clemson University (cesenvolveu fibras de poliéster sustentáveis, que alcançam um elevado nível de repelência a líquidos e sujidades).
  • Oregon State University (desenvolveu um tingimento sustentável, rentável e um processo de impressão de tecidos inteligentes).
  • Texas Tech University (investigação sobre diversos aspectos da produção têxtil, eficiência no tingimento e acabamentos especiais).
  • University of Massachusetts Lowell (desenvolveu tecnologia de tingimento magnético para resolver os problemas técnicos e ambientais).

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