Aumentar a rendibilidade dos negócios e a produtividade, acompanhadas da diversificação da oferta e com modelos de negócio mais competitivos, são as prioridades estratégicas traçadas pela ITV nacional no horizonte desta década. Num cenário ideal, a ATP aponta para 10 milhões de euros de volume de negócios do sector em 2030.
No quadro da Visão Prospetiva e Estratégias para a ITV Nacional para a esta década, as exportações têxteis podem atingir os 8 mil milhões de euros, num cenário de mais de 5 mil empresas e 120 mil trabalhadores. Este é o cenário ouro projectado pela ATP, enquanto uma perspectiva intermédia (cenário prata) aponta para um volume de negócios de 6 mil milhões e 5 milhões em exportações, ou seja um quadro de estagnação face às números atuais.
Apesar do quadro de dúvidas e incertezas que (ainda) caracterizam a situação, o estudo esta tarde apresentado pela Diretora Executiva da ATP, Ana Paula Dinis, aponta inequivocamente para o cenário mais favorável, devidamente enquadrado pelas principais forças e fraquezas do sector.
Entre as primeiras, destacam-se a fiabilidade e know-how da indústria nacional, a sua reconhecida resiliência, custos produtivos ainda moderados, uma fileira organizada em cluster e a reputação positiva do
made in Portugal, Já no plano das debilidades, o estudo aponta para a insuficiente capitalização das empresas e dificuldades no acesso a financiamento, a falta de dimensão crítica, baixa produtividade e uma cultura de individualismo ainda prevalecente. Também o atraso no desenvolvimento dos processos de digitalização e a reduzida profissionalização da gestão em boa parte das empresas são apontados como desvantagens.
São, por isso, elencadas sete prioridades estratégicas que podem contribuir decisivamente para que o sector consiga alcançar os objectivos traçados no cenário ouro. Capitalização, diferenciação, sustentabilidade, digitalização, capacitação dos recursos humanos e o reforço da internacionalização são os eixos centrais apontados para para atingir as metas de aumento da rendibilidade e da produtividade, diversificando a oferta e com modelos de negócio mais competitivos.
Cenários que incluem um quadro de recomendações dirigidas tanto à administração pública (carga fiscal e fatura energética à cabeça), como ao Estado, empresas e centros de competências.
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