O químico brasileiro Bruno Mena Cadorin desenvolveu uma tecnologia baseada no plasma frio que é particularmente eficiente no tratamento de resíduos libertados pela indústria têxtil. Com 29 anos, este químico de Santa Catarina viu o impacto que a indústria tinha no rio que atravessa a cidade brasileira de Nova Trento, que dispõe de um pólo têxtil forte. “A libertação dos efluentes sem tratamento no rio, causavam a mortandade de peixes e às vezes a água mudava de cor. Ora estava azul, amarela, ou vermelha. Fiquei com aquilo na cabeça e sempre pensei o que poderia fazer para ajudar”, conta. Com a tecnologia plasma frio, que começou a desenvolver ainda na faculdade, viu uma oportunidade de acabar com a poluição dos efluentes gerados, por exemplo, pela indústria têxtil. Desde 2014, a startup que criou, a Wier, está incubada no Parque Tecnológico Alfa da Fundação Certi, em Florianópolis. Hoje a empresa conta com 15 profissionais. Da primeira linha de máquinas, lançada há um ano e que usa a tecnologia plasma frio para desodorizar e higienizar ambientes, já foram vendidas cerca de 600 unidades para todo país. Considerado o quarto estado da matéria, o plasma é um gás de alta energia e reatividade química. Para gerar esse plasma, são aplicadas descargas eléctricas, como as que acontecem quando temos  tempestades. É um gás composto por iões, radicais livres, radiação ultravioleta, além de átomos excitados. Esse plasma, quando aplicado sobre um efluente líquido (por exemplo, água gerada na indústria têxtil) é capaz de quebrar as moléculas poluentes. Isso mata bactérias, fungos, micro-organismos de um modo geral. Essa tecnologia chama-se plasma frio. E é um meio mais sustentável para fazer o tratamento real dos efluentes líquidos pois atua diretamente na causa da poluição, sem produtos químicos e sem gerar resíduos secundários, como o lodo.

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