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A Parfois prepara-se para entrar em força no mercado da moda e do vestuário, disse esta quarta-feira, no Fórum Têxtil, Marco Almeida, responsável desta rede que dispõe de quase 800 lojas espalhadas pelo mundo. Dedicada sobretudo à venda de acessórios, a Parfois tem em Barcelona uma equipa de designers a preparar a entrada neste novo mercado. “Começamos a sentir que as pessoas estão fartas de se vestirem todas de igual”, adiantou Marco Almeida, acrescentando que a Parfois não quer ser mais uma Zara, mas sim “entrar em produtos de nicho e na oferta diferenciada”. Recordou como começou o sucesso desta marca há 20 anos (“o nosso objectivo era entregar acessórios de moda a um preço acessível às mulheres”) e que esse sucesso só foi conseguido assim: “Entregamos o produto que o cliente quer e quando ele quer”. Depois desta história sucesso, surgiram mais quatro no debate sobre os novos modelos de negócio para a fileira têxtil e moda, no âmbito do 18.º Fórum Têxtil, organizado pela ATP, e que decorreu no Citeve, em Famalicão. Moderados pelo jornalista Nicolau Santos, os protagonistas Ricardo Conceição (Atelier des Créateurs), Patrícia Paulos (Sonae), Núria Ramirez (H&M), Helder Rosendo (P&R Têxteis) e Marco Almeida (Parfois) falaram da experiência das respectivas empresas em áreas como a Sustentabilidade, Digital, Customização, Diferenciação Tecnológica e Logística Avançada, que abarcam precisamente esses novos modelos de negócio. Ricardo Conceição sintetizou aquilo que o Atelier des Créateurs faz com uma frase: “Valorizamos o produto e a alfaiataria”. Fazendo questão em sublinhar que a sua empresa trabalhava para um “nicho de mercado” (fatos de alta costura) e que os seus clientes eram todos estrangeiros, este responsável do Atelier disse mesmo que a empresa “não estava preocupada com o número de fatos que fazem por dia”. O que importa, sublinhou, é o saber fazer. Daí que tivesse sido a próprio Atelier a fazer a formação dos seus funcionários. Visão e estratégia diferentes apresentou Patrícia Paulos que preferiu frisar que o seu objectivo era utilizar “o digital para chegar ao cliente de uma forma mais barata”. Acrescentou que para “a empresa estar próxima do cliente teve de se dar o passo da digitalização”, o que na Sonae SR passou por criar uma equipa de raiz para o comércio electrónico. Núria Ramirez, da H&M, uma empresa a quem as pessoas entregam sacos de roupa velha e recebem um vale que podem descontar na compra seguinte feita já com fibra reciclada, reconheceu a indústria têxtil tradicional “franze o sobrolho” aquilo que a H&M faz. Mas lembrou que “as pessoas cada vez mais querem comprar produtos responsáveis (em termos de sustentabilidade)”. E essa é a razão do sucesso neste caso. Por seu turno, Hélder Rosendo, da P&R, empresa que produz equipamentos desportivos para alta competição, enalteceu o know how acumulado em Portugal no sector têxtil que é no fundo a chave do sucesso. Explicou que a sua empresa fabrica para as marcas mais conhecidas de vestuário desportivo e que é a própria P&R que “as ajuda muitas vezes a inovar”. “O cliente pede e somos nós a ajudar a criar um melhor produto”.

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