INDúSTRIA“A velha economia sobreviveu e está em estado de graça” é o título de um artigo de quatro páginas publicado na edição do 27º aniversário do diário Público, dirigida por Miguel Esteves Cardoso e que tinha como tema “O lado bom de Portugal”.
“Há 20 ou 30 anos, uma boa parte dos responsáveis políticos e da banca olhava para a indústria têxtil, para a do calçado, para a fileira da cortiça ou para a agricultura, encolhia os ombros e emitia uma certidão de óbito. Eram indústrias ou atividades do passado, dizia-se; tinham por base a mão de obra barata, que haveria de desaparecer com a modernização do país”, lembra o jornalista Manuel Carvalho, que assina o artigo.
Estas previsões catastrofistas revelaram-se erradas - muito felizmente para o país - devido à capacidade de adaptação aos novos desafios da globalização evidenciado por empresários, trabalhadores e associações empresariais. “Esta capacidade de resistência e adaptação surpreendeu tudo e todos”, refere o Público.
“No indústria têxtil, os sobreviventes perceberam que a tradição de ficar à espera de encomendas e produzir o que os seus clientes lhes pediam era o caminho certo para o desastre - a China fazia o mesmo e mais barato. O importante era ter produtos para propor e não esperar por propostas”, acrescenta o diário.
O Público sublinha que a ligação entre a indústria e a ciência foi uma das chaves para a sobrevivência e sucesso da ITV: “Se durante anos a ligação da ciência à indústria era uma miragem (e continua a ser na maior parte dos setores), a têxtil usou-a para poder produzir assentos de automóvel em tecido ou em pele, ou têxteis lar com preços que deram a milhas a concorrência indiana e chinesa”.
Clique aqui para ler o artigo na integra.


