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A ModaLisboa encerrou a sua edição de Inverno já com uma novidade para a festa seguinte: o Pavilhão Carlos Lopes, recentemente reaberto e renovado, será o sítio onde se estenderá a passarela na próxima estação. No CCB não houve, por isso, grande tempo para aquecer o lugar – mas as enchentes não deixam esconder mais um sucesso da ModaLisboa, onde inclusivamente houve gente a ficar fora dos desfiles e sem lugar para entrar. Este ano a ModaLisboa uniu-se à Global Fashion Exchange, e organizou um conjunto de ações relacionados com a moda sustentável. O evento com mais sucesso foi o mercado swap, onde qualquer pessoa podia renovar o seu guarda-roupa, trocando as peças que não usava com as de outras pessoas, seguindo o lema “o lixo de uns é o ouro de outros”. Segundo a Agência Lusa, só uma hora após o início do evento já tinham sido deixadas 850 peças de roupa – o equivalente a 400 quilos, o que superou as expectativas da organização. Os desfiles começaram na sexta-feira, com o “Sangue Novo” do mundo da moda – um projecto para jovens finalistas de cursos de Design de Moda que estejam a lançar as suas marcas – e cujo vencedor foi João Oliveira, de 23 anos, que levou para casa cinco mil euros, um curso na Domus  Academy e a possibilidade de ter a sua colecção à venda nas lojas The Feeting Room, em Lisboa e no Porto. Sábado à noite, Nuno Gama fechou as hostes, com um desfile inspirado no “lado oculto dos painéis de São Vicente de Fora”. Antes dele também Dino Alves desfilou com uma mensagem poderosa: todas as suas roupas desfilaram com etiquetas e, no final, o criador apareceu com uma camisola onde se lia “buy me”, que é como quem diz, “comprem-me, escrevam sobre mim, mas não me peçam só convites e roupas emprestadas”.

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