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“The Fashion of Islam” é o tema de uma grande exposição que está a ser preparada no Museu de Young, em S. Francisco, com inauguração agendada para o Outono do próximo ano de 2018.

O crescimento do poder de compra nas sociedades muçulmanas levou as grandes casas de moda ocidentais  - DKNY, Tommy Hilfiger, Oscar de La Renta e Dolce & Gabanna, entre outros - a interessarem-se por este segmento de mercado e a apresentarem coleções de roupa que  respeitam as regras ditadas pelo Alcorão.

“Os muçulmanos consideram que se o dinheiro for ganho de forma honesta não há problema em mostrar luxo e que não há mal nenhum em enriquecer”, afirma Teresa de Almeida e Silva, professora do ISCSP e especialista em islamismo.

O mercado islâmico é apetitoso, não só devido à mais baixa idade média dos seus habitantes (30 anos, contra os 44 anos da Europa e Estados Unidos) e ao crescimento demográfico previsto  - 5,4% ao ano para os países muçulmanos, contra apenas 3,4% no mundo ocidental.

Além de mostrar a história do vestuário islâmico em todas as suas diversas tradições, desde as mais restritivas até às mais liberais, a exposição vai focar-se em três aspectos: a questão do burkini; o streetwear e a roupa de desporto islâmico; e a reinterpretação do hijab pelo criadores e islâmicos e europeus.

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