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“Este é o tempo para investir - e para investir significativamente. Quem investir agora vai sair à frente no futuro”, garantiu esta manhã o ministro da Economia na sessão de abertura do Congresso da ITMF, que decorre até amanhã no Porto Sheraton. Pedro Siza Vieira sublinhou que o enquadramento é muito favorável, dada a existência de sólidos programas governamentais de apoio ao investimento e de taxas de juro muito baixas. “A industria têxtil portuguesa tem estado na vanguarda do ajustamento a um novo paradigma”, disse o ministro, dando como exemplos dessa capacidade de adaptação a estreita colaboração das PME de um cluster, cujo coração bate num raio de 50 quilómetros à roda do Porto, que tem sabido trabalhar em parceria com designers, centros de investigação e universidades. O ministro da Economia apontou como um exemplo luminoso a seguir a capacidade demonstrada pela industria têxtil portuguesa em se reinventar, apostando no desenvolvimento do produto, na flexibilidade e serviço, após um período de rápida mudança a nível mundial, que acarretou um sem número de falências e um desemprego massivo. O caminho desta reinvenção passou pela aposta na flexibilidade, no fabrico de pequenas séries de produtos de alta qualidade e bom preço - detalhou Pedro Siza Vieira que alertou para o facto da industria se ter de preparar para mudanças significativas nos próximos anos. Sustentabilidade e digitalização, os temas desta convenção, são as palavras chave do esforço de adaptação que a ITV portuguesa terá de fazer para ir de encontro às novas preferências dos consumidores e enfrentar os desafios do futuro. “A região Norte tem sido a que mais progrediu em termos de inovação”, afirmou o ministro, que partilhou as suas recordações da primeira convenção ITMF realizada no Porto, em 1969. “A minha família vivia aqui em Matosinhos, em frente a uma grande fábrica têxtil vertical - a Efanor -, onde o meu pai, que era engenheiro, trabalhava. Ele participou na convenção e trouxe-me de lá uma magnifica pasta que eu passei a usar todos os dias na escola escola”, lembrou Pedro Siza Vieira.

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