TêXTEIS LAR“Já mais do que um comprador me apareceu com a fatura do que paga na Turquia e a oferecer-me mais 5% para passarmos a ser nós a fornecê-los”, contou Joaquim Almeida (Têxteis JF Almeida/Mi Casa Es Tu Casa) ao ministro da Economia, durante a visita que Manuel Caldeira Cabral fez na tarde de quinta-feira, a convite da ATP, a todos os stands de expositores portugueses presentes no Pavilhão 11 da Heimtextil.
O forte nevoeiro no Dubai - a primeira escala no regresso da viagem da India onde acompanhou a visita de Estado do primeiro ministro - fez com que Caldeira Cabral chegasse uma hora e meia atrasado a Frankfurt, obrigando-o a apressar as conversas que durante duas horas e meia manteve com cerca de quarenta empresários exportadores do setor de têxteis lar.
A desgraça da instabilidade política e social na Turquia - o nosso mais direto concorrente industrial nos têxteis lar - está a proporcionar a felicidade de outros, neste caso dos fabricantes portugueses que têm cada vez mais potenciais compradores a baterem-lhes à porta com encomendas.
“Estou muito satisfeito com o crescimento sólido e consistente das nossas exportações têxteis. Tenho de vos dar os meus parabéns”, declarou o ministro à chegada, num breve discurso feito perante os expositores portugueses reunidos no stand do Fórum de Tendências da Selectiva Moda e da campanha de imagem Fashion From Portugal.
“O nosso mercado é o mercado global. Ao Governo só pedimos que nos deixe trabalhar e se abstenha de nos impor mais taxas e impostos”, respondeu Paulo Melo, presidente da ATP, agradecendo a presença do ministro.
Tal como no ano passado, Caldeira Cabral iniciou o périplo pela Mundotextil, a maior fabricante europeia de felpos, onde recebeu logo as primeiras boas noticias do dia pela boca de Ana Vaz Pinheiro, que lhe confessou que a procura tem sido tanta que nem tempo tem tido para ir almoçar.
Por António Leite, administrador da Lumatex, o ministro ficou a saber que este ano a Heimtextil teve menos movimento mas mais visitantes profissionais - “os que interessam, nada de fait divers”, resumiu o empresário.
“As expectativas são muito boas. Vamos a ver se se concretizam”, contou Fátima Sousa (na foto) administradora da Domingos de Sousa & Filhos. Já Carlos Carvalho, da Cotton Colors, falou de números que soaram como música aos ouvidos do ministro: em quatro anos de vida, a empresa já fatura 12 milhões de euros, em 2015 o volume de negócios cresceu 60% e em 2016 mais 30%.
“Saio daqui feliz e orgulhoso por ser português”, declarou Caldeira Cabral no final da visita, um estado de espírito partilhado por Paulo Melo, que esteva na Heimtextil pela primeira vez. “Gostei muito de cá estar, fiquei orgulhoso pelo produtos, entusiasmo e o bom ambiente de negócios”, conclui o presidente da ATP.


