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O presidente da ATP alerta que o prolongamento da greve nos portos portugueses pode afetar as exportações têxteis, e pede, por isso, um entendimento. Se a situação não for ultrapassada pode trazer complicações substanciais, avisa Mário Jorge Machado. Para um sector fortemente exportador, como é o têxtil e o vestuário, o presidente da associação que representa toda a fileira têxtil diz que o prolongamento da greve pode “trazer complicações substanciais ao normal funcionamento da indústria têxtil”. Citado pelo jornal Eco, Mário Jorge Machado não tem dúvidas de que “se a situação não for ultrapassada, seguramente vai causar prejuízos relevantes ao bom funcionamento do sector, sobretudo ao nível das exportações”. O dirigente associativo explica que pelo facto de no período de transição de ano muitas empresas optarem pelo encerramento o problema da situação ainda não é grave, mas adverte que “se a situação não for ultrapassada, seguramente vai causar prejuízos relevantes ao bom funcionamento do sector, nomeadamente nas exportações”. Já quanto à importação de matérias-primas, o presidente da ATP mostra-se menos preocupado, considerando que “as empresas terão algum stock e, portanto, conseguirão fazer alguma gestão”. A greve dos trabalhadores dos portos iniciou-se em 22 de Dezembro, tendo agendadas paralisações até final de janeiro.

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