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A Farfetch, plataforma de moda internacional que “liga” os consumidores a uma vasta rede de boutiques e marcas topo de gama, pretende recrutar 160 engenheiros para diferentes áreas do negócio. Fundada e liderada por José Neves, um empresário portuense que fundou a primeira empresa de software quando tinha 19 anos enquanto estudava economia na Universidade do Porto, gere hoje uma empresa que aponta para um volume de negócios no final deste ano de 800 milhões de dólares [712 milhões de euros ao câmbio actual] e que está atualmente avaliada em cerca de 1,5 mil milhões de dólares. A facturação diária é de dois milhões de dólares (era 1,4 milhões em 2015). Espalha-se por dez cidades (Porto, Guimarães, Londres, Los Angeles, Nova Iorque, Tóquio, São Paulo, Hong Kong, Xangai e Moscovo. E em Agosto anunciou a abertura do 11.º escritório, desta vez em Lisboa. Numa recente entrevista, José Neves adiantou que está a preparar a entrada em bolsa e que esta deverá ocorrer “muito provavelmente em Nova Iorque”. O empresário, que vive e tem o quartel-general da empresa em Londres, não escolheu a bolsa londrina por causa dos eventuais efeitos do “Brexit”, mas porque os EUA “são o maior mercado da Farfetch a nível de consumidores e o maior mercado financeiro do mundo”. Portugal continua a ser o destino de eleição para as operações da equipa de tecnologia, sendo que a Farfetch conta já com um escritório no Porto – cujas instalações foram aumentadas este ano – e outro em Guimarães. Atualmente, a plataforma está também a investir num escritório em Lisboa.

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