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Um inquérito promovido pela CIP e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE conclui que 88% das empresas inquiridas considera que as medidas de proteção da saúde definidas para a retoma da atividade económica para o pós-Estado de Emergência são adequadas. O estudo diz  também que a generalidade das empresas cumpre as normas em termos da higienização das mãos, utilização de máscaras e procedimentos sobre distâncias mínimas. “Isto mostra que as empresas portuguesas estão comprometidas com a saúde pública e os empresários estão motivados para uma recuperação da atividade em segurança”, afirmou o presidente da CIP, António Saraiva, na de apresentação do estudo. As empresas foram também inquiridas sobre a utilização de teletrabalho, que tem sido um instrumento de resposta à situação de exceção provocada pela pandemia de Covid-19, resultando que, entre as empresas em que é possível recorrer a esta solução, 98% adotaram-na. No inquérito semanal, as empresas continuam a considerar que os apoios instituídos estão aquém do necessário, com quatro em cada cinco inquiridos a manifestá-lo. Por isso, a CIP apresentou novas propostas para um plano extraordinário de suporte à economia portuguesa, que inclua instrumentos de capitalização das empresas, o reforço das linhas de crédito – que já se encontram esgotadas – e o reforço dos seguros de crédito para exportação, para que seja possível, rapidamente, às empresas portuguesa retomarem o caminho que vinham fazendo de aposta nos mercados internacionais.

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