AMBIENTEInvestigadores da Católica do Porto descobriram microrganismos capazes de degradar corantes usados na têxtil em menos de 24 horas, que serão uma solução inovadora para tratar efluentes industriais.
O novo processo para tratamento de efluentes, que ajuda a reduzir o seu impacto ambiental, está a ser desenvolvido na Escola Superior de Biotecnologia, em colaboração com a Aquieto, empresa portuguesa que se dedica À comercialização de produtos auxiliares têxteis.
De acordo com uma nota do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da ESB, empresa portuguesa líder na comercialização de produtos auxiliares têxteis, esta investigação pretende
“Encontrar uma solução económica, eficaz e sustentável que auxilie na remoção da grande variedade e quantidade de corantes presentes nas águas residuais da indústria têxtil”, é, de acordo com uma nota da Católica, o objectivo deste trabalho.
Uma tese de mestrado em Microbiologia, em que foi obtido um grupo de microrganismos capazes de reduzir ou eliminar da água a cor proveniente dos corantes usados para tingir as peças de vestuário foi o ponto de partida desta investigação.
“Estes corantes, eliminados juntamente com os efluentes e tratados nas estações de tratamento de águas residuais, não são facilmente degradados pelos microrganismos das ETARs, pelo que a sua presença nas águas têm implicações que vão além do nível estético”, explica a Católica, acrescentando que estes compostos corados e seus produtos de degradação “estão associados aos elevados níveis de toxidade nas águas, o que resulta num grave flagelo ambiental”.


