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A empresa Carlos Maia prepara-se para arrancar com a produção de meias que reduzem o risco de entorse do tornozelo e potenciam a performance desportiva. O projecto, que é candidato a fundos comunitários no âmbito da inovação produtiva, resulta de uma parceria com o Hospital de Santo António e a Escola Superior de Saúde do Porto. E tem como conceito incorporar nas meias suportes de tornozelo e ligaduras funcionais. Conhecida internacionalmente pelas marcas CM Socks ou Pureco, a empresa faz meias há 23 anos, mas não sempre da mesma maneira. Fundada pelo empresário Carlos Maia, iniciou o seu percurso com o fabrico de meias básicas mas ao longo dos anos foi aperfeiçoando a técnica e lançando novos produtos, mais técnicos e de valor acrescentado que têm tido elevada aceitação no mercado. As meias desportivas Pureco, com aplicação de tratamento antibacteriano, já chegaram aos cinco continentes e a inovação valeu à empresa o selo “Famalicão Visão 25” com que a Câmara de Famalicão distingue as boas práticas, inovadores e inspiradoras produzidas no território. O projeto das Pureco mereceu também o reconhecimento da União Europeia, através da aprovação de uma candidatura a fundos comunitários em 2016, e a declaração de Interesse Público Municipal com a classificação de “Projeto Made 2IN”. Todos os meses saem das instalações da “Peúgas Carlos Maia” cerca de 2,5 milhões de meias, à volta de 26 milhões ao ano, que são distribuídas por mais de 20 mercados diferentes e que levam a chancela de grandes marcas como, entre outras, a CAT, JCB, Coca-Cola, Dickies, Lotto, Dunlop, Umbro, Joma, Stanley, Lundsberg, TOG24, Hello Kitty, New Balance e Donnay. O volume de negócios em 2016 rondou os 7,5 milhões de euros. Os pormenores do trabalho das “Peúgas Carlos Maia” estiveram em cima da mesa na jornada desta segunda-feira do roteiro Famalicão Made IN, em Carreira, naquele concelho.

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