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É de cinema, mas também de moda (muita) que se alimenta a semana do Festival de Cannes, cuja passadeira vermelha concentra todas as atenções. Desta vez falou-se, mesmo muito, de vestidos – a nossa Sara Sampaio deslumbrou - e também a política chegou pela roupa que a ministra da Cultura de Israel decidiu envergar na sua passagem pelo tapete vermelho. De propósito, ao que tudo indica, já que Miri Regev, assim se chama a ministra, teve o cuidado de explicar que o seu vestido estampado com paisagens de Jerusalém pretendia “assinalar os 50 anos da libertação e reunificação da cidade”. Os comentários, como ela esperaria, dispararam! E se uns apontavam para a situação dos palestinianos e o muro levantado pelos israelitas para os conter na Cisjordânia, outros viram antes uma alusão da ministra à anunciada intenção dos EUA de Donald Trump de transferir para a cidade a sua embaixada, até agora instalada em Telavive. Quanto ao vestido propriamente dito, que se saiba, é que ninguém se pronunciou. Foi, de facto, feito e cozido com política o vestido usado por Miri Regev.

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