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Seria demasiado prosaico dizer que a necessidade aguça o engenho. Mas é esta expressão portuguesa a que melhor caracteriza o percurso pessoal e profissional de Dina Agante, uma empresária têxtil que lançou no ano passado uma marca de vestuário de tamanhos não standardizados e que encabeça agora uma campanha de crowdfunding para dar o passo seguinte – pôr a Buig Women’s Soul a voar à velocidade do cruzeiro. O bichinho do têxtil chegou-lhe através de um avô materno. Em 2009, Dina Agante já era sócia de uma empresa que fazia agenciamento têxtil – a Dinamic Mancha Lda. Juntamente com a sua sócia Sónia Oliveira, que tinha trabalhado na área comercial de uma outra agência têxtil, lançaram três anos depois a marca Mancha.pt dirigida “a morfologias maiores”, com “tabelas de medidas próprias”, não usando os valores “standard” do mercado. Durante esses três anos, Dina, a sua mãe Corina, e a sócia Sónia não andaram propriamente a partir pedra, mas trabalharam na escolha de tecidos, em testes de silhueta e noutros aspectos da elaboração de vestuário feminino de tamanhos invulgares. No seu site, Dina Agante recorda esse período: “Devido à minha estatura (cerca de 1,80 metros) e estrutura de corpo durante muito tempo fui obrigada a vestir o que o mercado tinha para mim e não o que gostaria. Então, eu e a minha mãe começamos a desenhar as minhas peças mais elegantes que com a ajuda de uma costureira se tornaram reais, bonitas e cobiçadas”. “Cedo percebi a dimensão deste problema, e como eu poderia contribuir para o minimizar. Com experiência na área da têxtil, em 2009 comecei a desenvolver todo um trabalho de pesquisa e recolha de informação essenciais à criação da silhueta Buig”, explica. “Em 2013 começamos a criar colecções destinadas única e exclusivamente para o guarda-roupa de um grupo de mulheres que se voluntariamente as testaram, e foi a partir destes resultados que começamos, a comercializar a marca”, lembra. O primeiro passo foi fazer um rebranding da Mancha.pt que passou a Buig. “Mas foram também feitos outros ajustamentos”, conta agora Dina Agante. Um deles foi a aposta da marca em feiras internacionais designadamente na Colômbia, em Madrid, e em Poznan (Polónia). E claro não faltaram nos Modtissimos realizados em 2016 e no de Janeiro deste ano no aeroporto Francisco Sá Carneiro. A Buig tentou dar outro passou que foi recorrer a fundos comunitários para a internacionalização da empresa. Só que, diz Dina Agante, os resultados ainda não saíram e o seu projecto não pode esperar. “Estamos agora num ponto crucial de desenvolvimento da nossa marca, em que necessitamos de nos abrir ao exterior, aumentando a visibilidade e a distribuição das nossas colecções. Para isso necessitamos de recursos financeiros, e por isso iniciamos este crowdfunding, pedindo ajuda ao nosso projecto”. E esse pedido de ajuda é feito através do site da Buig e das diferentes redes sociais onde a marca e as suas proprietárias estão alojadas.

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