O índice SIMB35, que agrega as principais empresas do setor da moda e vestuário cotadas nas bolsas internacionais, subiu 7,41% no passado mês de agosto, impulsionado pelos fortes aumentos das cotações da Asos, Li Ning e Gap, tendo atingido a sua cotação máxima desde janeiro.
O setor aproximou-se assim dos níveis anteriores à Covid-19, após ter registado um recuo em julho. A capitalização agregada das 35 empresas internacionais de moda mais representativas fez o SIMB35 aumentar para os 20.777 pontos, recuperando acima da barreira ‘psicológica’ dos 20.000 pontos – para baixo da qual tinha descido em julho. Recorde-se que em janeiro o índice atingira os 21.492 inteiros.
Apesar da subida do índice, o seu desempenho ficou aquém de outros índices de referência, como por exemplo o norte-americano Dow Jones, que subiu 8,4% em agosto. Mas esteve bem melhor que alguns índices de referência europeis, como o espanhol Ibex35, que fechou agosto com alta de apenas 3,7%.
A prestação das empresas de moda e vestuário é também relevante porque o setor foi dos mais atingidos no início da pandemia, altura em que o SIMB35 perdeu 15,9% . Em abril, a exemplo dos principais índices internacionais, o SIMB35 recuperou 10,76% e manteve-se em alta até julho, quando caiu 5,36%, coincidindo com a apresentação dos resultados do segundo trimestre.
A britânica Asos liderou a recuperação do SIMB35 no último mês, com um aumento de 46,2%. Li Ning e Gap completaram o Top3, crescendo 38,1% e 31,2%, respectivamente.
Apenas nove das 35 ações que compõem o SIMB35 recuaram em agosto. A italiana Safilo está do outro lado do índice: continua em queda livre e atingiu o seu ponto mais baixo na bolsa de valores, com cada ação a valer 0,64 euros (em 2007 chegou a valer 41 euros em 2007). Falabella, Hugo Boss, Esprit, Adolfo Domínguez, L'Oréal, Tod's, Tiffany e Ralph Lauren foram os outros gigantes do negócio da moda que perderam valor em bolsa em agosto.
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