A empresa TD Cork – Tapetes Decorativos com Cortiça entregou no Instituto Nacional de Propriedade Industrial o pedido de patente de um tapete feito em cortiça recorrendo a técnicas de tecelagem.
O mérito é da marca Sugo Cork Rugs, propriedade da empresa TD Cork, a segunda startup lançada pela Amorim Cork Ventures, a única incubadora do mundo exclusivamente dedicada a negócios deste setor de atividade.
O tapete, que pode custar entre 220 e 500 euros, recupera técnicas tradicionais de tecelagem para criar os primeiros tapetes em cortiça produzidos utilizando aquele método antigo. “Na génese da conceção do novo tapete, existiu vontade de inovar na utilização de matérias-primas e de utilizar materiais ecológicos. Houve, no entanto, necessidade de desenvolver um material para ser trabalhado em tear, com vista à sua utilização em tapetes”, explicou à revista Dinheiro Vivo a designer Susana Godinho, que lidera a startup, juntamente com a gestora Sónia Andrade.
“Quando analisámos a proposta de valor da Sugo Cork Rugs, imediatamente nos apercebemos que estávamos perante uma ideia com muito potencial para o mercado global, onde tipicamente nos posicionamos. O tapete em cortiça concebido em tear era algo que não existia”, afirma Nuno Barroca, vice-presidente da Corticeira Amorim.
Os tapetes, ainda segundo a Dinheiro Vivo, são versáteis e funcionais, com as mais-valias que resultam da incorporação de cortiça, isto é, beneficiam de um melhor isolamento térmico e acústico face aos produtos mais tradicionais, proporcionando mais conforto e propriedades antialergénicas.
“De entre as mais-valias da nova marca, destacam-se ainda as suas características naturais, uma diversidade de padrões e de cores a que se junta um novo conceito criativo e inúmeros benefícios de desempenho, nomeadamente em termos de durabilidade e anti-humidade”, diz a Dinheiro Vivo.
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