A Outfit 21 iniciou a actividade em finais de Março de 2019, coincidido precisamente com a explosão da pandemia de Covid-19. Ainda por cima, inteiramente vocacionada para o vestuário formal para homem, um segmento que o confinamento bloqueou por completo.
Se fosse por escolha, dificilmente alguém encontraria um contexto mais adverso para avançar com uma nova empresa. Embora absorvendo toda a estrutura e experiência da Unilopes, Indústria de Confeções, Lda, fundada em 1982, a Outfit 21 iniciou a actividade em finais de Março de 2019, coincidido precisamente com a explosão da pandemia de Covid-19. Ainda por cima, inteiramente vocacionada para o vestuário formal para homem, um segmento que o confinamento bloqueou por completo.
“É claro que avançamos para o fabrico de equipamentos de proteção, como batas e máscaras, mas ao mesmo tempo prosseguimos com a nossa primeira colecção, para o verão 2020, que apresentamos em Junho”, descreve Aires Santos, o director comercial da nova empresa.
Com uma estrutura antes exclusivamente focada na produção da marca Giovanni Galli - cujos donos eram os mesmos da Unilopes -, o objectivo prioritário passava por avançar à conquista do mercado ibérico com uma marca própria. E com foco no país vizinho, já que “no fundo Espanha acaba por ser o mercado doméstico, só que com outra dimensão e capacidade de compra”.
Uma ofensiva cujo cavalo de Troia acabou por ser uma marca residual já existente na empresa, a Pietro Donati, que a Outfit 21 assumiu como bandeira. Deixando cair o apelido, a Pietro entrou mesmo em força em Espanha, de tal forma que no final do ano as contas já apresentavam resultados comparáveis com os anteriores exercícios da Unilopes.
Entretanto a foi também lançada em Portugal, enquanto em Espanha cobre já todo o território, tendo passado dos dois iniciais para cinco vendedores. “Nesta altura estamos já a fazer repetições e a repor stocks, o que acontece também para a Giovanni Galli”, explica o responsável comercial, dando conta do bom ritmo a que está a ser vendida a colecção de inverno 21/22. “Já começou em maio/junho, tem havido grande procura, muita mesmo”, rejozija-se.
Depois do mercado ibérico, o objectivo é levar a Pietro até França, Reino Unido, Noruega, Itália, Suíça Marrocos ou os EUA, mercados para onde a Outfit 21 já trabalha, seja através da Giovanni Galli ou de outras marcas em regime private label.
Com uma equipa de três accionistas liderada por Mário Gaião, antigo diretor-geral da Dielmar, e uma profunda remodelação, a nova empresa manteve os cerca de 200 trabalhadores e fabrica por dia à volta de 240 peças de manga e idêntico número de calças. Fatos, sobretudos, parkas e gabardinas para homem, de perfil clássico e posicionamento médio-alto.
“O objectivo da Pietro é posicionar-se progressivamente no segmento alto, subir na cadeia de valor. Queremos incrementar a qualidade e dignificar o produto em termos de confecção, fugindo da massificação e concorrência pelo preço”, frisa Aires Santos.
E os tempos parecem começar a correr de feição. “Com as vendas da colecção de verão/22 os números têm sido mesmo muito significativos, mais do dobro de 2021”, avança o director comercial, apontando ao previsível crescimento decorrente da desejada estabilidade e normalização.
Uma ambição inscrita à partida no nome da empresa, que agregando a ideia de exterior (out) e de ajuste (fit), deixa bem clara essa ambição de vestir os homens do século XXI.
A empresa
Outfit 21
Rua Heróis do Ultramar
Soutocico – Arrabal
2424-001 Leiria
O que é Fábrica de confeção de vestuário clássico masculino Fundação 2019, a partir de uma esturira já existente há 38 anos Exportação Por enquanto, sobretudo para Espanha, mas com ambição de alargar para vários outros mercados Marcas Pietro Produção 240 peças com manga por dia e idêntico número de calças Trabalhadores Perto de 200 Volume de negócios Dois a três milhões
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