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A Têxtil Nortenha, fundada em 1954, começou como um trading de compra e venda de tecidos para África, passando depois à confecção de vestuário. Hoje, trabalha para os segmentos médio e médio-alto e tem como clientes várias marcas de renome internacional.
A Têxtil Nortenha é gerida pelos irmãos Branco, Paulo e Inês, e a colecção que actualmente estão a comercializar é toda ela na cor branca (primavera/verão 2016). É caso para dizer que branco mais branco não há, sendo tudo para exportação: Alemanha, Inglaterra, Escandinávia e Estados Unidos.

Quando se fala desta empresa famalicense, cuja imagem de marca é um cavalo Lusitano com a Estrela do Norte em cima, a primeira palavra utilizada é resiliência. Depois de conhecida por dentro, é obrigatório acrescentar a palavra originalidade. Não só pelos produtos, mas ao nível da própria gestão. Paulo e Inês Branco partilham a sala de trabalho com dois designers, mesmo ao lado do departamento comercial (aliás, todos se conseguem ver porque a parede que os separa é de vidro.

Abonatório é também o facto de os irmãos Branco estarem a alugar espaço, que têm de sobra, uma vez que no passado a Têxtil Nortenha chegou a empregar 1100 pessoas (e a facturar 50 milhões de euros). Desde 2013, têm uma pequena confecção a trabalhar nas suas instalações a título de exclusividade.

“Estamos de portas abertas e a tentar convencer algumas confecções que trabalham para nós a virem para cá. Mas queremos mais gente do sector cá, numa lógica de complementaridade”, adianta Paulo Branco. É que 70% da produção da Nortenha é subcontratada a mais de uma dezena de confecções do Vale do Ave.

Hoje, a Têxtil Nortenha vive “uma fase de estabilização”, com uma centena de trabalhadores e um volume de negócios de 9,5 milhões de euros. Têm um grande cliente, o alemão Marc Cainn, numa carteira de 20 clientes, na qual de destacam também as marcas suecas COS (do grupo H&M), Acne Studios e a inglesa & Other Stories.

Quem esteve recentemente de visita à Nortenha foi o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro Famalicão Made IN. Para o autarca, a Têxtil Nortenha “é a imagem perfeita da capacidade de resiliência dos empresários do sector, que aproveitaram o saber acumulado ao longo de décadas de trabalho para reposicionarem os seus projetos industriais no mundo novo da globalização”.

“O nosso caminho é agora o da qualidade e não o da quantidade, com a produção de artigos mais específicos e de alto valor acrescentado”, sublinha Paulo Branco, a segunda geração à frente desta empresa familiar. Se há 10 anos o vestuário em malha para senhora representava 95% da produção, actualmente pesa 70% porque o vestuário para homem cresceu até 30%.

Fundada em 1954, a Têxtil Nortenha começou como uma trading de compra e venda de tecidos para África, dedicando-se anos mais tarde à confecção de vestuário. Foi na década de 80 que começou a produzir malhas circulares, investindo na sua especialização. Hoje, trabalha para os segmentos médio e médio-alto, tendo como clientes de várias marcas de renome internacional.
A empresa Têxtil Nortenha
Rua de Prazins 60
Avidos, Famalicão
Atividade Produção de vestuário em malha circular Faturação 9,5 milhões de euros Mercados  Alemanha, Inglaterra, Escandinávia e Estados Unidos Trabalhadores 100 Clientes Marc Cainn, COS, & Other Stories e Acne Studios, entre outros

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