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As marcas portuguesas de swimwear viraram-se para o mercado nacional. Nos últimos dois anos chegou sangue novo que se valeu do made in Portugal para contrariar uma oferta demasiado brasileira no caso dos biquinis ou antiquadamente portuguesa no caso dos fatos de banho. Vingam sobretudo pelo design inovador, mas não só., também Nepal confecção de qualidade. Mas este verão quem ganha? As respostas são de Katty Xiomara, Priscilla Trindade e Inês Fonseca
As estilistas, a Norte, Katty Xiomara e, a Sul, Priscilla Trindade apontam o biquíni como o grande vencedor do Verão 2015. Na mesma latitude da primeira, a gestora da marca portuguesa Latitid, Inês Fonseca, constata que “a mulher portuguesa opta pelo fato de banho, enquanto a estrangeira prefere o biquíni”. Parece que nas escolhas pesam, uns mais outros menos, os factores bronzeado, elegância, tendência de moda, corpo e atitude.

“Pessoalmente, considero que o fato de banho é uma peça mais elegante. Contudo, terei de admitir que este Verão, mais uma vez, ganha o biquíni. E já deu para ver isso mesmo nas praias, que nos brindam com uma paisagem mais despida”, afirma a estilista Katty Xiomara.

Foi pela década de 90 - lembra Priscilla Trindade - que “o biquíni ganhou destaque e veio para ficar. O querer bronzear-se, os vários modelos e a influência da moda de praia brasileira, marcou a mulher portuguesa em todo o seu esplendor”. E a oferta é cada vez maior, há fatos de banho, biquínis e triquinis para todos os gostos e feitios (de corpos).

Para quem chega pela primeira vez ao mercado do swimwear, as redes sociais, com destaque para o Facebook, tem sido uma boa rampa de lançamento para o negócio. Por exemplo, no primeiro dia em que se deu a conhecer através do Facebook, a portuense Latitid atinguiu os 1000 likes em menos de 24 horas. Desde então as vendas não mais pararam, tanto online como nos pontos de venda físicos que tem em Portugal (Porto, Lisboa e Algarve), em Espanha (Ibiza) e na Grécia (Mikonos).

Inês Fonseca, que com a irmã Marta e a tia Fernanda criaram a Latitid, o fato de banho tem vindo a ganhar terreno ao biquíni.
Biquini ou fato de banho?
Inês Fonseca "as portuguesas preferem o fato de banho mas às estrangeiras ninguém lhe tira o biquini"
Também porque hoje em dia a oferta é maior, “a mulher portuguesa pende mais para o fato de banho e também há cada vez mais adeptas do triquíni. Contrariamente, a mulher estrangeira prefere o biquíni”, adianta.

A marca de biquínis, fatos de banho e roupa de praia nascida na cidade do Porto, e que chegou ao mercado em 2013, “está a vender mais lá fora do que em Portugal”, uma tendência que será para manter no futuro próximo, isto com base na receptividade que a Latitid teve na feira da especialidade, a Mode City, em Paris.

Quem também chegou por estes dias do Salão de Lingerie e Swimwear de Paris foi Priscilla Trindade, com a marca própria Priscillawear, e registou que “as marcas portuguesas estão a crescer e a afirmar-se num mercado muito competitivo e que exige investimentos avultados”. Além da forte concorrência internacional, “as especificidades do swimwear tornam difícil o acesso das marcas à confecção”, sublinha.

Priscilla Trindade trocou o sonho de ser diplomata por um bom salário na indústria farmacêutica, até que depois, com 40 anos e desempregada, criou um ateliê para as suas coleções de swimwear, em Barcarena. Vende mais biquínis do que fatos de banho, mas “este ano o negócio está mais equilibrado e aposto muito no fato de banho, e num modelo de triquíni mais fechado, que quase se parece com um fato de banho e tem sido muito procurado”, acrescenta Priscilla, nascida no Brasil (daí o duplo L) e criada em Lisboa, entre a Lapa e o Estoril.

Katty Xiomara também tem estado atenta à indústria nacional de swimwear, que “é uma indústria em crescimento com muitas marcas novas a surgir, que introduzem inovação e diferença, e outras com longevidade e qualidade reconhecidas.
Biquini ou fato de banho?
Katty Xiomara “A mulher portuguesa prefere o biquini devido à necessidade de nos bronzearmos numa semana”
Por isso penso que tem futuro, desde que bem trabalhado, sabendo jogar com a sazonalidade do produto”. Apesar de Portugal ainda não dar cartas lá fora, porque não somos de facto uma referência nesta área como o Brasil, “mas temos um estilo e qualidade já reconhecidos”.

Negócio à parte, o que usam afinal as próprias. O que preferem usar Katty Xiomara, Priscilla Trindade e as irmãs Inês e Marta Fonseca na praia? A estilista luso-venezuelana diz que tanto usa biquíni como fato de banho. Katty Xiomara segue a metodologia “dia sim, dia não”. Já Priscilla Trindade não consegue esquecer a parte do negócio e usa as propostas da sua nova coleção de biquínis, fatos de banho e triquínis. Ou seja, junta o útil ao agradável e aproveita para “testar o mercado, dando-lhe tempo depois para fazer melhorar e alguns ajustes”, admite.

No caso da designer da Latitid, a preferência recai sobre o fato de banho e o triquíni. Ao contrário de Marta, a gestora da marca, Inês, só usa biquíni. Mas ambas deixam de lado a pele queimada e assumem a imagem da Latitid (o nome é uma variação da palavra latitude), que parte do princípio das tendências ready-to-wear.

Marta Fonseca assina cada coleção com a latitude da cidade que lhe serve de inspiração. A primeira escolha foi o Porto (51.5072ºN), cidade onde a marca e as sócias nasceram, a segunda Barcelona e a terceira Londres.

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