O vestido Giro Tenowa criado pela Riopele, foi escolhido como finalista dos iTechStyle Awards em fevereiro deste ano, e apresenta-se como uma peça de vestuário de baixo impacto ambiental e design moderno.
Escolhido como finalista dos iTechStyle Awards em fevereiro deste ano, o vestido Giro Tenowa criado pela Riopele apresenta-se como uma peça de vestuário de baixo impacto ambiental e design moderno. É feita a partir da reciclagem e reutilização dos desperdícios têxteis da própria empresa e conta ainda com um acabamento de bem-estar por microencapsulação, que quando exposto a fricção liberta CBD.
O processo de acabamento do vestido é feito através de um sistema de spray-coating, explica Albertina Reis, diretora de I&D da Riopele: “utilizamos uma receita de acabamento com produto mico encapsulado com funcionalidade de bem-estar. Com os movimentos dia-a-dia as microcápsulas rebentam por fricção e libertam CBD, rico em vitaminas e antioxidantes, potenciando a nutrição e equilíbrio da pele”.
O nome Giro Tenowa identifica não só o produto finalizado, mas também a marca Tenowa, da Riopele, que com o seu conceito de design e produção circular venceu o prémio de Produto Inovação COTEC, e identifica também um novo fio.
“O fio Giro Tenowa é produzido através de desperdícios, dado o comprimento de fibra possui um aspeto irregular que se assemelha a um fio de linho”, característica que o torna difícil de tecer. Para facilitar o processo de tecelagem a Riopele procedeu à “retorção, dando-lhe um aspeto mais redondo, sem retirar a sua irregularidade”, tornando-o desta forma mais resistente para a tecelagem, desconstrói Albertina Reis.
Para conceber a construção da peça a Riopele utilizou a tecnologia do sistema de Giro Inglês – processo de tecelagem que combina jogos de liços com um tipo de malha diferente. E é aqui que reside o principal fator desafiador do projeto: “face ao movimento dos liços para entrelaçamento dos fios da teia como trama, revelou-se complexa a sua exequibilidade”. Para percebermos melhor o que é o Giro Inglês, a diretora de I&D vai mais longe na sua explicação: “a estrutura montada possui a flexibilidade de rotação que consiste no entrelaçamento tipo tricot dos fios da teia, por forma a fabricar um tecido não convencional tipo malha”.
O fator inovador do Giro Tenowa é “a desfibração de excedentes e de resíduos de fios e tecidos na sua cor natural e a sua conservação num tecido reciclado, com composição 54% polyester, 44% algodão e 2% viscose”. Depois de todo o processo de conceção do fio e tecido, que tomou aproximadamente seis meses de envolvimento da equipa de I&D, o design da peça foi entregue à criatividade dos jovens designers internos da Riopele, dando lugar ao vestido exposto no Modtissimo59 e que vemos na imagem.
O artigo encontra-se já a ser comercializado, com vendas já realizadas. O próximo passo é continuar a apostar no projeto Tenowa e evoluir na tecnologia, nos processos, na reutilização dos materiais, com vista a criar novas estruturas de tecidos, “que encantem pelo visual, mas também que possuam características técnicas que valorizem a peça”, conclui Albertina Reis.
O produto
Giro Tenowa
Desenvolvido pela Riopele
O que é? Um vestido feito com o tecido Giro Tenowa que é produzido a partir de desperdícios da produção da Riopele, e com acabamento rico em vitaminas e antioxidantes Principal contributo? Apresenta-se como uma alternativa de vestuário de baixo impacto ambiental e que contribuiu para o equilíbrio da pele Fator inovador? Desfibração de excedentes e de resíduos de fios e tecidos na sua cor natural e a sua conservação num tecido reciclado
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