Cerca de um terço das empresas registam quebras entre os 10 e 25% e não têm, por isso, acesso ao apoio à reforma progressiva, enquanto um universo de 65% contabiliza perdas de facturação acima dos 10%. Os dados são do mais recente inquérito da ATP, que conclui pela urgência de mais apoios para o setor e a reintrodução do regime de lay-off simplificado
“No passado mês de janeiro, 65% das empresas registaram quebras de faturação superiores a 10%, situação que se manterá durante o 1.º trimestre deste ano, de acordo com as expectativas dos empresários”, informa a Associação Têxtil e Vestuário e Portugal num comunicado em que da conta dos resultados do inquérito.
O documento nota que “existem cerca de 30% de empresas do setor com quebras de faturação entre 10% e 25%, que estão por isso mesmo, a viver uma situação muito difícil e sem poderem aceder ao apoio à retoma progressiva, apenas válido para quebras de faturação iguais ou superiores a 25%”. Por isso, “uma das reivindicações das empresas do setor é que as medidas de apoio sejam alteradas no sentido de abrangerem mais empresas”, devendo “o apoio à retoma progressiva ser possível a partir de quebras iguais ou superiores a 15%”.
Outra das reivindicações das empresas passa por “considerar na definição de crise empresarial a quebra de encomendas e não apenas de facturação, até porque segundo o inquérito, os clientes estão a ter muitas dificuldades e atrasar os pagamentos às empresas produtoras”, expõe ainda o comunicado subscrito pelo Presidente da ATP, Mário Jorge Machado.
As empresas reclamam ainda “a isenção da TSU para os trabalhadores abrangidos pelas medidas de redução ou suspensão do período de trabalho”, medida que devia igualmente contemplar empresas com mais de 250 trabalhadores, por forma a apoiar a manutenção dos postos de trabalho nestas empresas.
Outra das medidas que defendem é “a reintrodução do regime de Lay Off Simplificado, aplicável a todas as empresas, introduzindo desta forma maior justiça na cadeia de valor”, uma vez que não é apenas o retalho que está com dificuldades. Justiça que é igualmente reclamada no acesso a medidas como o APOIAR, de que a indústria está excluída.
O inquérito revela ainda que as empresas pedem “que os trabalhadores que estão em casa para assistência a filhos menores sejam pagos pela Segurança Social”, bem como o reforço dos montantes das linhas de crédito e uma maior flexibilidade de pagamentos.
Veja na integra o
comunicado e os
resultados do inquérito.
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