A comissária europeia da Saúde diz que, para já, o Centro Europeu de Controlo de Doenças “não apoia o uso de máscaras de proteção FFP2” contra a Covid-19 pelo grande público, com base nos dados científicos de que dispõe atualmente. Em conferência de imprensa em Bruxelas, Stella Kyriakides destacou que o importante é que todos usem máscaras corretamente e mantenham o distanciamento social. A França tinha já recomendado a utilização das FFP2, enquanto Alemanha e Áustria as tornaram obrigatórias nos espaços públicos.
Kyriakides adiantou que o executivo comunitário abordou a questão com o ECDC - Centro Europeu de Controle de Doenças, cujos especialistas consideram que os dados científicos disponíveis de momento não apontam para a necessidade de um uso generalizado das máscaras FFP2, que são aconselhadas para os profissionais de saúde.
A comissária sublinhou que o importante é “continuar a encorajar todas as pessoas a usarem máscara, a usarem-na corretamente, e a manter o distanciamento social”, adiantando que “para já, o ECDC não apoia o uso de máscara FFP2 pela comunidade” em geral, informou.
À luz das novas variantes do SARS-CoV-2, potencialmente mais contagiosas, alguns Estados-membros da UE, como a Alemanha e a Áustria, tornaram obrigatória a utilização de máscaras cirúrgicas ou FFP2 em locais como transportes públicos e lojas, proibindo as máscaras comunitárias, fabricadas de forma artesanal.
Em Portugal, a DGS tinha já dito que aguardava por uma posição ECDC sobre o assunto, enquanto o CITEVE alertava para alguns problemas associados ao uso das FFP2 por parte da população em geral e a ATP garantia que boa parte das máscaras têxteis já oferecem proteção acima dos 90%.
“As máscaras FFP2 são muito boas no que diz respeito à filtração, mas têm um conjunto de outros problemas. Têm problemas no campo da respirabilidade e podem ter problemas no campo da acumulação de CO2”, preveniu então o director-geral do CITEVE.
