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As meias desportivas Pureco, marca do grupo Peúgas Carlos Maia, já chegaram aos cinco continentes. Depois da Europa, a empresa conquistou nos dois últimos anos clientes em mais de uma dezena de países fora do Velho Continente, entrando nos mercados asiático, americano, africano e na Oceânia (Austrália). E o crescimento do grupo não irá ficar por aqui. “Todas as nossas máquinas estão tomadas para produção até Junho do ano que vem”, conta Carlos Maia. Este empresário, que a Câmara de Famalicão homenageou recentemente, atribui esse crescimento ao investimento que fez com a aquisição em Itália de máquinas totalmente robotizadas e que “fazem um produto de grande qualidade”. “Este ano investimos nessas novas máquinas 1,3 milhões de euros. E no próximo, provavelmente a muito curto prazo, vamos investir mais 600 mil euros”, explica Carlos Maia. Mas este não foi o único investimento do grupo. Criada em 1995, em Carreiras (Famalicão), esta empresa familiar emprega nesta unidade 82 pessoas. O sucesso comercial das Pureco (o nome da marca é a soma das três primeiras iniciais das palavras purificação e ecologia) levou o empresário a adquirir em 2013 uma outra unidade produtiva em Landim (Famalicão). No início de 2015 nessa mesma freguesia comprou novas instalações com cerca de quatro mil metros quadrados, onde trabalham 50 pessoas, mas “a breve prazo vão ser 60”, diz Carlos Maia. O grupo possui uma área total de 34 mil metros quadrados, tendo uma área coberta de 9600 m2. A formação dos trabalhadores é feita pela própria empresa. “Formamos os nossos trabalhadores pensando sempre na qualidade do produto”, sublinha. É que as meias desportivas Pureco têm um tratamento antibacteriano que, segundo Carlos Maia, mais ninguém faz em Portugal. “Mantêm sempre os pés frescos, dão um bom andamento e não irritam a pele”, explica, acrescentando que a marca Pureco está registada para toda a Europa e para outros países não europeus. As meias topo de gama são feitas na unidade de Carreiras, enquanto as peúgas de desporto mais usuais são produzidas em Landim. Em 2015, a fábrica de Carreiras representou um volume de negócios de 6,5 milhões de euros, enquanto a de Landim fez 1,5 milhões. “Este ano, a facturação de Carreiras vai chegar aos 7 milhões e em Landim a dois milhões”, adianta Carlos Maia. Além de vender para praticamente todos os países europeus, o grupo entrou já no Dubai, Indonésia, Tailândia, Panamá, Perú, Equador, África do Sul, Uruguai, Chile e Austrália. Na Europa conquistou o que faltava conquistar: Rússia, Ucrânia e Sérvia. Carlos Maia vende quase para tantos países como produz meias para as mais diferentes modalidades desportivas: futebol, esqui, alpinismo, montanhismo, corrida e muitas outras actividades físicas. Faz também meias técnicas, que são usadas por trabalhadores de artes muito específicas. Resumindo: “Somos produtores de meias e peúgas de desporto, para homem, senhora e criança, com uma capacidade produtiva de 26 milhões de pares por ano. Estamos preparados para o fabrico de meias e peúgas clássicas com calcanhar e biqueira verdadeira, bem como, para o fabrico de peúgas de calcanhar e biqueira simulada, utilizando fios 100% algodão convencionais, algodão biológico, Coolmax, Outlast, Thermolite, lãs, lambs-wool, acrílicos, lycras, nylons, elastanos, poliésteres e fios algodão regenerados de boa qualidade".

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